Googlebook: o notebook Android do Google custa US$ 899
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Googlebook: o notebook Android do Google custa US$ 899

Googlebook chega às lojas nos EUA (04/10) e em mais 6 países (05/10): 5 modelos Acer/ASUS/Dell/HP/Lenovo, Gemini, Android 17, sem Brasil por ora.

O Google passou anos tentando convencer as pessoas de que Chromebook era computador de verdade. Agora mudou de estratégia: o Googlebook, linha premium construída sobre Android, chegou às lojas dos EUA no domingo (04/10) e estreia nesta segunda (05/10) em mais seis países, a partir de US$ 899.

As datas, preços e especificações estão nos posts oficiais do Google sobre a pré-venda e sobre o hardware (ambos de 21/09/2026). A ASUS confirmou em comunicado de 04/10/2026 que o seu Googlebook 14 já está à venda no Canadá.

O que é o Googlebook

O Google chama de “nova categoria”. Na prática, é um notebook que roda um sistema baseado na pilha do Android, com a base de desktop herdada do ChromeOS. A promessa é tratar seu celular Android como parte do computador, e não como um aparelho estranho que você conecta por cabo.

Ao fazer login, configurações, senhas salvas, redes Wi-Fi e mensagens do celular vêm junto, com criptografia de ponta a ponta. Três recursos fazem essa ponte. O Continue On abre no notebook o que você estava fazendo no celular. O app Files mostra arquivos e fotos do telefone sem precisar mandar e-mail para si mesmo. E o Cast My Apps transmite apps do celular numa janela do desktop, útil para pegar código de verificação ou pedir comida sem tirar o telefone do bolso.

Os cinco modelos

A linha de estreia tem cinco notebooks, feitos por Acer, ASUS, Dell, HP e Lenovo. O da Acer é o único conversível, que vira tablet. O da ASUS pesa cerca de 1 kg (2,2 libras) e foca em viagem. O da Lenovo tem tela de 15 polegadas e é o mais voltado para produtividade. Dell e HP apostam em design.

O primeiro modelo com ficha completa publicada fora dos EUA é o ASUS Googlebook 14 (CX9406CAA): 0,99 kg, tela OLED 3K de 14 polegadas a 120 Hz, Intel Core Ultra 5 325 ou Ultra 7 355, 16 GB de RAM, SSD de 512 GB, bateria de 70 Wh e duas portas Thunderbolt 4. Segundo a ASUS, os recursos de integração com o celular funcionam em aparelhos com Android 17 ou superior. Quem tem um Android mais antigo fica de fora dessa parte, que é justamente a mais vendida.

Todos usam materiais como alumínio, liga de magnésio e fibra de carbono, telas sensíveis ao toque de até 2,8K (com opção OLED), trackpads de vidro com resposta háptica e teclado retroiluminado. Os processadores são Intel Core Ultra Series 3 ou Snapdragon X Elite, com NPU acima de 45 TOPS. A memória começa em 16 GB e chega a 32 GB em alguns modelos. O Google fala em até 14 horas de vídeo e 16 de navegação. E a Glowbar, a barra de luz que marcou os Chromebook Pixel, voltou: acende no boot, mostra bateria e reage quando você fala com o Gemini.

O papel do Gemini

Aqui está o ponto em que o Google mais aposta. O Magic Pointer chama o Gemini quando você balança o cursor sobre algo na tela, para organizar uma agenda ou traduzir um texto ali mesmo. O Rambler, ao lado da tecla Quick Insert, transforma fala solta em texto organizado, com títulos e checklists, inclusive em mais de um idioma. O Create My Widget gera widgets a partir de uma descrição em linguagem natural. O Google afirma que o Gemini só age quando você pede e que dá para desligar.

Para desenvolvedores, há um ambiente Linux isolado por um hipervisor pKVM, com terminal completo, e o Antigravity, plataforma de agentes do Google. O texto oficial cita até rodar Claude Code no terminal, o que é um aceno curioso para um concorrente.

Apps, jogos e pacote de brindes

Você tem o Chrome de desktop com extensões e a Play Store com milhões de apps Android. O Google cita Photoshop, Lightroom e CapCut nativos, além de Netflix e HBO Max com download offline. Para jogos, cada compra inclui um ano de GeForce NOW para rodar títulos de PC que você já tem.

O pacote também traz 12 meses de Google AI Pro com 5 TB de armazenamento, três meses de YouTube Premium e Adobe Photoshop. O sistema promete atualizações por até dez anos. A segurança segue a arquitetura do ChromeOS, com chip Titan como raiz de confiança.

Minha opinião

O Googlebook resolve um problema real e cria uma dúvida. O problema real é a integração Android e PC, que sempre foi pior do que iPhone e Mac. Se Continue On e Cast My Apps funcionarem bem, quem vive no Android ganha finalmente um notebook que conversa com o celular sem gambiarra.

A dúvida é preço. US$ 899 coloca o Googlebook ao lado de MacBook Air e de bons notebooks Windows. Chromebook sempre venceu por ser barato e simples. Agora o Google pede preço de premium para um sistema que ainda precisa provar que roda apps Android de forma decente com mouse e teclado. A lista de brindes, com AI Pro, YouTube Premium e GeForce NOW, ajuda a justificar o valor, mas também mostra que o Google sabe que o hardware sozinho não convence.

Os dez anos de atualização são o melhor argumento. Pouca marca Windows promete isso, e é o tipo de coisa que faz um notebook caro durar.

E no Brasil?

Ainda não. A lista oficial de lançamento inclui EUA (04/10) e Canadá, Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha e Austrália (05/10). O Brasil não aparece, e não há preço em reais. A referência mais próxima de valor fora dos EUA é a da ASUS no Canadá: C$ 1.799 com Intel Core Ultra 5 e C$ 1.899 com Ultra 7.

Se você está pensando em importar, lembre que o pacote de assinaturas pode não funcionar igual fora dos países listados e que garantia internacional de notebook costuma ser dor de cabeça. Para a maioria, vale esperar um anúncio oficial por aqui.

Quanto custa o Googlebook?

A partir de US$ 899 nos EUA, com modelos de Acer, ASUS, Dell, HP e Lenovo.

Googlebook é um Chromebook?

Não exatamente. É construído sobre a pilha do Android, com base de desktop do ChromeOS e foco em integração com celular Android e Gemini.

O Googlebook será vendido no Brasil?

Não há anúncio. O lançamento cobre EUA, Canadá, Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha e Austrália.

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