Record of a Fallen Vampire vira anime em 2027
Animes

Record of a Fallen Vampire vira anime em 2027

Vampire Jūjikai, de Kyo Shirodaira e Yuri Kimura, ganha anime em 2027 (05/10): teaser, Yūma Uchida e Aino Shimada, direção de Mankyū e trilha de Evan Call.

Tem mangá que espera quase vinte anos por um anime e, quando o anúncio chega, vem com a equipe certa. The Record of a Fallen Vampire (Vampire Jūjikai), de Kyo Shirodaira e Yuri Kimura, vai virar série de TV em 2027, com teaser, visual, elenco principal e trilha de Evan Call, o compositor de Frieren.

O site oficial abriu nesta segunda (05/10) com o anúncio. A Anime News Network (05/10/2026) detalhou elenco e staff, e a página oficial do anime (05/10/2026) publicou a teaser visual e a PV, que saiu no canal de anime da Pony Canyon.

Elenco e equipe

Yūma Uchida dá voz a Rose Red Strauss, o vampiro de sangue puro e último rei do Reino da Noite. Aino Shimada faz Bridget Irving Frostheart, uma dhampir que vive há mais de mil anos. São só dois nomes por enquanto, mas são os dois que carregam o conflito central.

A direção é de Mankyū, que também escreve o roteiro da série. Ele dirigiu Fist of the North Star: Strawberry Flavor, Migi & Dali e as duas temporadas de The Ramparts of Ice. A animação é dos estúdios Zero-G e Liber. O design de personagens é de jimao, que trabalhou com props em The Ice Guy and His Cool Female Colleague e em Mechanical Marie. E a música fica com Evan Call, das duas temporadas de Frieren: Beyond Journey’s End e de Violet Evergarden.

Esse último nome é o que mais me anima. Evan Call tem um jeito de escrever para orquestra que dá peso de tragédia a qualquer cena, e Vampire Jūjikai é, antes de tudo, uma tragédia romântica. Faz todo sentido.

Do que trata a história

A sinopse da Viz Media resume bem. Há milhares de anos, o Rei Vampiro Akabara, o “Rosa Vermelha” Strauss, perdeu o reino e a rainha. Como os humanos não conseguiam matá-la, selaram a rainha e espalharam milhares de selos falsos para que o rei nunca encontrasse o verdadeiro. Perseguido por dhampirs incansáveis, Akabara continua procurando a rainha até hoje.

A coisa piora com a chegada do Cisne Negro, uma entidade que, a cada 50 anos, ocupa o corpo de uma jovem humana e ganha o poder de destruir o Rei Vampiro e sua rainha. A cada encarnação, o Cisne fica mais forte. A pergunta que move a trama é se a 49ª encarnação vai ser o fim de Akabara.

A Square Enix publicou o mangá na Monthly Shonen Gangan a partir de dezembro de 2003. O nono e último volume saiu em abril de 2007. Em inglês, a Viz lançou a versão impressa entre 2008 e 2010, e hoje a obra está em digital pela Yen Press e pelo serviço Manga UP! Global, da própria Square Enix.

Por que esse mangá merece a adaptação

Kyo Shirodaira é o roteirista de Spiral e o autor de In/Spectre. Quem leu qualquer um dos dois sabe o estilo: muita conversa, reviravolta lógica e personagens que mentem para os outros e para si mesmos. Vampire Jūjikai pega esse jeito de escrever e coloca dentro de uma história de vampiro com batalhas grandes, mas o que fica na memória é o jogo de informação. Quase nada é o que parece no começo.

Esse tipo de mangá sofre na adaptação quando o roteiro corta diálogo para caber mais luta. A boa notícia é que o diretor também escreve a série, o que costuma dar uma visão mais coerente de ritmo. A má notícia é que nove volumes é pouco espaço para enrolação e muito para uma temporada só. Minha aposta é que a primeira temporada termine num ponto de virada forte e que o resto dependa da recepção.

Outro detalhe que pesa a favor: a história está fechada desde 2007. Não existe risco de o anime alcançar o mangá e inventar final próprio, problema que já estragou muita adaptação dos anos 2000. Se a produção quiser, consegue planejar tudo de trás para frente.

O teaser e o tom

A teaser visual aposta no vermelho e no preto, com uma figura de asas abertas sob uma lua vermelha e uma personagem de cabelos longos em primeiro plano. O frame da PV mostra o olho vermelho do rei em close, com sangue espirrado. A estética lembra mais o anime de vampiro dos anos 2000 do que o visual limpo que virou padrão recente, e eu acho isso um acerto. É uma obra de 2003, e fingir que ela é outra coisa seria pior.

O que ainda falta saber: estúdio e diretor estão definidos, mas não há temporada exata dentro de 2027, nem número de episódios, nem plataforma de streaming fora do Japão. Para o Brasil, isso é o principal. Sem licença anunciada, não dá para cravar onde vai passar.

Mangá novo na mesma semana

O anúncio não veio sozinho. Shirodaira e Kimura vão lançar um mangá novo dentro do mesmo universo, Vampire Jūjikai: Inu ni wa Inu no Uta (algo como “Uma canção de cães para cães”), na Shonen Gangan, no dia 9 de outubro.

Esse combo de anime mais mangá novo virou estratégia comum para reativar franquias antigas. Faz sentido comercial: o anime traz público novo, e o mangá novo dá motivo para quem leu em 2007 voltar. O lado bom para o leitor é que a editora claramente acredita na série a ponto de bancar história nova.

Vale a pena ler antes?

Se você gosta de vampiro com tragédia, de In/Spectre ou de qualquer história em que o vilão tem razão em metade do que diz, sim. São nove volumes, dá para ler antes da estreia com folga, e em inglês o digital da Yen Press e do Manga UP! Global resolve.

Se prefere chegar sem spoiler, o teaser já entrega o clima, e Evan Call na trilha é motivo suficiente para colocar na lista de 2027.

Quando estreia o anime de The Record of a Fallen Vampire?

Em 2027, sem mês definido ainda. O site oficial abriu em 05/10/2026.

Quem faz o anime?

Direção e roteiro de Mankyū, animação dos estúdios Zero-G e Liber, personagens de jimao e música de Evan Call.

Quantos volumes tem o mangá?

Nove, publicados entre 2003 e 2007 na Shonen Gangan. Um mangá novo da série começa em 9 de outubro.

Recomendados pra você

Comentários (0)

Deixe seu comentário