Intel lança chip novo pro seu PC DDR4 em 2027
Gigabyte libera BIOS (09/10) para os próximos processadores Intel LGA1700, previstos para o início de 2027, em placas B760 e H610, inclusive DDR4.
A memória RAM ficou tão cara que a indústria resolveu andar para trás. A Gigabyte confirmou que novos processadores Intel para o soquete LGA1700 chegam no começo de 2027 e vão rodar nas placas B760 e H610 que já existem, inclusive nas versões com DDR4.
O anúncio foi feito em 09/10 e repercutido pela VideoCardz (09/10/2026), pelo Tom’s Hardware (09/10/2026) e pelo The Verge (09/10/2026). Na prática, é a confirmação de que a Intel vai lançar mais uma leva de chips para uma plataforma de 2021, por um motivo bem concreto: muita gente não consegue pagar DDR5 agora.
O que a Gigabyte anunciou
A Gigabyte liberou atualizações de BIOS para toda a sua linha de placas-mãe Intel B760 e H610, preparando essas placas para os “próximos processadores LGA1700”, com lançamento previsto para o início de 2027. A empresa diz ser a primeira fabricante a cobrir todos os modelos B760 e H610, e os BIOS já estão disponíveis no site de suporte.
O detalhe que importa: a lista inclui tanto as placas DDR5 quanto as DDR4. Segundo a Gigabyte, quem tem uma placa compatível só precisa atualizar o BIOS antes de colocar o processador novo. Não precisa trocar placa-mãe nem memória.
A fabricante não deu nome, especificação nem preço dos chips. O Tom’s Hardware e a VideoCardz ligam o anúncio aos rumores de uma nova família Raptor Lake, chamada informalmente de Raptor Lake Next, que seria a terceira atualização dessa arquitetura. O anúncio também não cita outros chipsets do mesmo soquete, como Z690, Z790 e B660. A Gigabyte simplesmente não falou deles neste anúncio.
Por que a DDR4 voltou a fazer sentido
O LGA1700 estreou em 2021 com a 12ª geração (Alder Lake) e tinha uma característica rara: aceitava DDR4 ou DDR5, dependendo da placa. Em 2024, a Intel migrou para plataformas só com DDR5. Em condições normais, ninguém iria querer voltar para uma memória que chegou ao mercado em 2014.
Só que as condições não estão normais. A falta de memória RAM empurrou o preço da DDR5 lá para cima, e a DDR4 sofreu bem menos. A repórter do The Verge contou que, ao procurar um kit novo, encontrou um Corsair Vengeance DDR5 de 32 GB por US$ 620, contra US$ 260 no equivalente DDR4. É mais do que o dobro.
A Intel já tinha dado sinais disso. Em agosto, Robert Hallock, vice-presidente e gerente-geral da área de entusiastas da Intel, disse ao Tom’s Hardware: “LGA 1700 ainda é um bom soquete. Muita gente ainda tem interesse em DDR4, então vamos continuar oferecendo”. Ele também disse esperar que os preços se normalizem com o tempo.
A AMD está fazendo um movimento parecido. Também em agosto, segundo o The Verge, a Gigabyte anunciou uma nova série de placas para a plataforma AM4, que usa DDR4, junto com o relançamento comemorativo de 10 anos do Ryzen 7 5800X3D.
O que isso significa para quem monta PC no Brasil
Aqui a conta pesa ainda mais. Memória é importada, acompanha o dólar e chega com imposto. Se lá fora a DDR5 custa o dobro da DDR4, por aqui a diferença vira o tipo de coisa que decide se o upgrade acontece este ano ou fica para depois.
Para quem já tem um PC com placa B760 ou H610 DDR4, a notícia é boa: em 2027 vai existir um caminho de upgrade só trocando o processador e atualizando o BIOS. Para quem vai montar uma máquina do zero com orçamento apertado, uma placa DDR4 dessa linha deixa de parecer beco sem saída.
Se você não sabe qual placa tem, vale conferir o modelo exato no próprio software da placa ou na caixa. Na linha da Gigabyte, as versões DDR4 costumam trazer “DDR4” no nome do modelo, e a lista oficial de placas e versões de BIOS suportadas está no site de suporte da fabricante. Como os chips ainda não saíram, não há pressa para atualizar o BIOS só por causa deles.
Minha recomendação, por enquanto, é não sair vendendo a DDR4 que você tem em casa. Se o seu pente está funcionando, ele ficou mais valioso do que parecia um ano atrás.
Os poréns
Tem dois cuidados. O primeiro é que, ao que tudo indica, isso é arquitetura antiga com nome novo. Raptor Lake é a base da 13ª e da 14ª geração, e um refresh não vai competir em eficiência com o que a Intel e a AMD têm de mais novo. O ganho real vai depender totalmente do preço que a Intel cobrar.
O segundo é o histórico. Os chips Raptor Lake tiveram problemas sérios de instabilidade em 2024, resolvidos com atualizações de microcódigo. Qualquer processador novo dessa família vai precisar provar que não herda esse problema. O próprio site PC Testbench, ao comentar o anúncio, chama atenção para isso.
No fim, acho a decisão sensata. A indústria passou anos empurrando todo mundo para a plataforma mais nova e mais cara. Quando o preço da memória dispara, oferecer um processador novo para a placa velha é o tipo de pragmatismo que o consumidor agradece. Só não espere milagre: é uma saída para quem precisa economizar.
Perguntas rápidas sobre os novos chips LGA1700
Os novos processadores Intel vão funcionar com DDR4?
Segundo a Gigabyte, sim, nas placas B760 e H610 com DDR4, depois da atualização de BIOS.
Quando os novos processadores LGA1700 chegam?
A previsão divulgada pela Gigabyte é o início de 2027.
Preciso trocar a placa-mãe?
Não, se ela for uma B760 ou H610 da Gigabyte. Basta atualizar o BIOS antes de instalar o novo chip.
Já se sabe o nome dos processadores?
Não. Nem a Intel nem a Gigabyte divulgaram modelos ou especificações. Os rumores falam em uma nova família Raptor Lake.
Imagem de capa: imagem oficial da Gigabyte (placa B760 GAMING X DDR4), via VideoCardz.
GuiaREA: como testar a IA que desmonta qualquer programaO REA liga Claude Code, Codex e Cursor a Ghidra, Hopper e IDA pra entender apps sem código-fonte. Passou de 128 mil estrelas no GitHub. Veja como funciona, os riscos legais e como testar.
DicaO que não contar pro ChatGPT (e como desligar o treino com seus dados)Você conta pro chatbot coisa que não contaria pro chefe. Veja o que nunca colar numa IA, onde fica o botão que desliga o treino no ChatGPT, Gemini e Claude, e o que esse botão não resolve.
DicaApp autenticador: por que eu troquei o código por SMS (e como não perder o acesso)O código por SMS é o degrau mais baixo da verificação em duas etapas. Por que trocar por um app autenticador como Aegis ou 2FAS, como fazer em 20 minutos e o PIN que protege seu WhatsApp de clonagem.
DicaTrês regras pra usar ChatGPT no estudo sem atrofiar o cérebroChatGPT no estudo sem muleta: tente sozinho, peça contraste, ensine em voz alta. Roteiro de 60 minutos e quando pausar a IA.
Comentários (0)
Para comentar, entre ou crie sua conta.