Os livros de autoajuda que mais me ajudaram de verdade
Com 18 anos eu estava perdido. Estes 4 livros de autoajuda foram os que mais me ajudaram: Pai Rico Pai Pobre, A sutil arte de ligar o foda-se, Carnegie e Peterson.
Quando eu tinha 18 anos eu estava totalmente perdido na vida. O que eu sou? Quem eu quero ser? Qual faculdade eu faço?
E bom, eu nasci na época da internet. Então falei: vou abrir um tutorial pra ver o que eu faço.

E aí veio aquela avalanche clássica: um monte de gente falando pra ler. Livros de finanças. Livros de desenvolvimento pessoal. Livros de autoajuda. Eu fui nessa. E hoje eu quero te contar, sem filtro, quais foram os que de verdade me ajudaram: não a lista genérica de “os 10 melhores”, e sim os quatro primeiros que eu li na vida e que mudaram alguma coisa em mim.
Pai Rico, Pai Pobre e o moleque que se achava expert em finanças

Já vou logo falando que o primeiro foi esse aqui: Pai Rico, Pai Pobre. Ele foi um ótimo livro de finanças de verdade. Eu acho que ele explica o básico de como cuidar do dinheiro muito bem.
Ele basicamente conta a história de um menino que tinha seu pai, que era funcionário público, e o pai de um amigo dele que aparentemente parecia mais pobre que seu pai, mas na verdade era mais rico e bem-sucedido do que imaginava.
Acredito que pra mim um dos conhecimentos mais importantes que eu aprendi no livro são sobre renda passiva e renda ativa. É uma coisa que a gente sabe superficialmente (que devo investir em coisas que nos rendam dinheiro), mas saber a fundo que tem algumas coisas que a gente acha que é investimento, mas na verdade é apenas algo tirado do nosso bolso… isso faz uma diferença muito grande.
Mas eu não estava satisfeito. Cara, e vou ser bem sincero: eu era moleque. Caí nesse papo de finanças por um tempinho, entrei no mercado financeiro inclusive trabalhando com criptomoedas, o que me deu um belo retorno e um tempo em casa (perdi quase tudo depois). Eu mexia com jogos NFTs, Bomb Crypto e pirâmides. Então eu me achava conhecedor de finanças. Pra que estudar mais?
“Vamos ir pra outro conteúdo. Que tal agora desenvolvimento pessoal? Afinal eu já sei de finanças.” Kkkk.
Euro Truck, chuva e A sutil arte de ligar o foda-se
Estava eu jogando Euro Truck Simulator, em um dia das férias. Dia frio, tranquilo, chovendo, sabe aquela sensação gostosa? Fui escutar uma música, abri o YouTube e me deparei com um audiobook que me chamou a atenção… porque o dublador era o mesmo do Alvin e os Esquilos. Sim, o Alvin e os Esquilos, cara. Kkkkkkkk.

É, eu sei. Esse é um dos livros mais zoados pelo pessoal que estuda melhoria pessoal. E vou te dizer: este é o livro que mais me mudou a forma de pensar.

Cara, porque a leitura dele é muito gostosa. Fala muito comigo (e acredito que com qualquer um da geração atual), além de ter os ensinamentos estoicos tão famosos por aí na internet.
A sutil arte de ligar o foda-se não é um livro que fala sobre não ligar pra nada. O ruim dele? É que ele dá exemplos e ensinamentos sem base teórica alguma.
Mas cara: nem tudo é ciência. Nem tudo é artigo científico. E o conhecimento da experiência e da vivência talvez não seja o mais complexo e científico, mas na minha opinião é com certeza o que mais nos ensina.
Vendas no lixão, timidez e Dale Carnegie
Logo depois desse livro, eu estava trabalhando mais com vendas: vendendo produtos eletrônicos num local que reciclava lixo. Cara, eu ganhava 20 reais por dia. Era uma miséria. Mas eu tinha uma coisa: comissão. Se eu vendesse algum item lá, eu ganhava 40% de comissão, afinal tudo ali que vinha de eletrônico era descartado.
Então eu fiz o seguinte: organizei aquele local minimamente, pras pessoas normais conseguirem entrar sem se assustar. E vamos anunciar os produtos no Marketplace do Facebook. Como era produtos muitas vezes baratinhos, as pessoas queriam olhar ou perguntar, e por isso sempre ficava no topo das pesquisas do Facebook.
Mas daí começou a chegar as pessoas pessoalmente. E pensa você: com 18 anos ainda, sem nenhuma experiência com vendas, sendo um nerd da internet? Mal sabia falar.
E com isso eu pensei: cara, preciso aprender a conversar. Vou pesquisar como ter uma boa oratória na internet. E então surgiu o próximo livro:

“Como fazer amigos e influenciar pessoas”, do Dale Carnegie.
Nessa época eu vi também um tutorial de como estudar, que o cara falava: escreve no caderno tudo que você achar de importante e faz resumo.
E olha aqui, nem sei quantos anos têm as anotações.
O livro pode parecer dicas genéricas e simples demais, principalmente pra quem é extrovertido. Mas só quem é tímido e teve dificuldade pra falar que sabe a realidade de tentar se comunicar e não conseguir, e o quanto, apesar de (abre aspas) “bobo” os ensinamentos, na verdade a maioria das pessoas não aplica eles no dia a dia. E se aplicasse, se comunicaria muito melhor.
Vou te exemplificar. Uma coisa óbvia que muitas vezes não pensamos quando vamos conversar é:
“As pessoas não ligam pra você e sim só nelas mesmas.”
Isso claro não é um ensinamento falando que você deve ignorar totalmente sua vontade de falar as coisas que quer, ou ficar babando ovo dos outros. Pelo contrário: o Dale Carnegie diz que você deve falar o que quer e contar histórias da sua vida, vivências, o que aconteceu no seu dia, enfim.
A diferença tá em prestar atenção em como fazemos isso: comece a prestar atenção no que fala, e como fala, principalmente pra contar uma história, seguindo um storytelling, uma narrativa, algo que as pessoas achem que vão ganhar algo escutando. Nem que seja a emoção de chegar no final.
Pessoalmente, uma tática que eu gosto muito é de começar com um bom gancho e um mini mistério, que no final vou solucionar. As pessoas amam criar teorias sobre isso. E se você prestar atenção nesses pequenos detalhes por, digamos, 6 meses… cara, isso vai começar a se tornar parte de como você conversa. Fica muito mais fluido, e principalmente legal pras pessoas escutarem.
Dropshipping, Vibes Mania e as 12 regras do Peterson
Depois de tudo isso, acredito que você já comece a ter algumas bases e uma linha de raciocínio boa, ou era isso que eu esperava de mim, depois de ler esses livros. E então chegou uma época épica da internet.
Nessa época era o auge do dropshipping: uma modalidade onde você basicamente vendia produtos físicos sem ter eles no estoque, e quando alguém comprava de você, você ia lá no fornecedor, comprava e mandava pra pessoa.
Vocês já devem ter entendido o porquê eu entrei, né? Auge do drop, muitas pessoas ganhando dinheiro, e produtos físicos? Criar uma loja, uma marca, um negócio de fato? É bem tentador.
Entrei nele. Fiz um negócio chamado Vibes Mania. E por incrível que pareça, eu vendia bem! Teve um produto bem legal que era uma garrafa pet 3 em 1, muito boa.

E quando eu estava vendendo bem o produto, comprei um curso de marketing digital. E um dos livros que o cara me recomendou a ler é hoje, sem dúvidas, o melhor livro que eu já li na vida, até hoje. E olha que já li livros muito mais densos. E principalmente: foi o livro que determinou boa parte das minhas escolhas futuras.

“As 12 regras para a vida”, de Jordan B. Peterson.
Eu não sei porquê. Talvez porque na época eu estava com a mente aberta. Ou talvez o livro conversou mais comigo. Vai saber?
“Fale a verdade, ou pelo menos não minta” é a regra número 8 do livro. Pra mim é uma das maiores e melhores formas de resumir a vida. “Só a verdade e nada mais que a verdade.”
Eu lembro que no livro ele cita o momento em que ele falou a verdade na cara de um louco esquizofrênico que poderia matar ele ali. Ele era psiquiatra na época que existia manicômio, e todos seus colegas mentiam pra ele. E a partir daquela verdade dolorosa de se escutar, o esquizofrênico começou a confiar no Peterson.
Desde a primeira regra da lagarta, até a última (“acaricie um gato quando encontrar na rua”): de ver a beleza nos pequenos detalhes, de apreciar a vida no que ela é, nas dores e anseios, pois ela é a única verdade que temos. Nas frases como:
“Se você ficar calado quando algo ruim acontecer diante de seus olhos, o mal se tornará parte de você mesmo.”
É o que pra mim faz o brilhantismo do livro. Claro, ele é psicólogo, mas como eu falei, não só deste mas de todos os livros: o foco principal não é teoria, e sim vivência, experiência.
Fechando
E estas, meus amigos, foram os 4 primeiros livros de autoajuda que eu li na vida, e algumas experiências que acredito que podem te ajudar a trilhar o caminho de campeão.
“A maneira apropriada de se consertar o mundo não é consertando o mundo; não há razão para se presumir que você sequer seja capaz dessa tarefa. Mas, você pode consertar a si mesmo; não causará nenhum mal a ninguém fazendo isso. E, nesse caso, pelo menos, você fará do mundo um lugar melhor.”
Jordan B. Peterson
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