Ocarina of Time Remake: vale a pena? Primeiras impressões
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Ocarina of Time Remake: vale a pena? Primeiras impressões

As primeiras prévias do remake de Zelda: Ocarina of Time saíram. Botão de pulo, corrida, cutscenes dubladas em PT-BR e ocarina que ouve você cantarolar. Sai em 5 de novembro, só no Switch 2, por R$ 329,90 na eShop.

Mexer em Ocarina of Time é mexer na memória afetiva de uma geração inteira, e a Nintendo resolveu fazer isso sem pedir licença. As primeiras prévias do remake saíram esta semana e o recado é bem animador: o jogo de 1998 está lá, mas com pulo no botão, corrida, cutscenes dubladas e um mundo que finalmente parece do tamanho que a gente lembrava.

O remake sai em 5 de novembro de 2026, exclusivo do Nintendo Switch 2. No Brasil, a versão digital já está em pré-venda na eShop por R$ 329,90, com download antecipado, e o jogo vem com dublagem completa em português brasileiro. Lá fora, a Forbes lista US$ 59,99 no digital e US$ 69,99 no cartucho, com capa metalizada na primeira tiragem.

O que a Nintendo confirmou

Segundo a página oficial do trailer de visão geral, o jogo foi refeito do zero pro Switch 2. A lista de mudanças inclui visual totalmente refeito, cutscenes com voz e diálogos expandidos, trilha orquestral sinfônica e controles de câmera e movimento retrabalhados.

Duas novidades chamam atenção. A primeira é a ocarina de verdade: dá pra cantarolar uma melodia que o Link já aprendeu, ou tocar num instrumento físico, e o microfone do Switch 2 reconhece a música e faz a ocarina do jogo responder. A segunda é o Salão dos Heróis Caídos, um lugar com estátuas dos monstros que você já derrotou, onde dá pra ler sobre eles e pedir revanche.

O jogo também conversa com o ZELDA NOTES, serviço dentro do app Nintendo Switch pra celular, e vai ganhar dois amiibo novos de Ocarina of Time em 2027, que liberam máscaras especiais. Os amiibo antigos de Zelda também funcionam, segundo a Nintendo.

O que as prévias mostraram

O Canaltech jogou duas horas na Cidade do México e saiu convencido. Os pontos que mais aparecem no texto:

  • Pulo dedicado. No N64, o pulo era automático, dependia da direção do analógico. Agora tem botão. O redator conta que a memória muscular o traiu várias vezes e ele caiu em lugar onde nunca caía.
  • Burgo sem loading. A passagem da cidade pra praça do Templo do Tempo acontece sem tela de carregamento.
  • Missões novas pequenas. A primeira garrafa agora vem de uma tarefinha na loja de poções, caçando um inseto. Parece bobo, mas ensina o uso do item sem tutorial chato.
  • Templo da Floresta mais difícil. Com o Link adulto, o combate pareceu mais desafiador, e um elevador novo serve de atalho pra quem esqueceu algum item.
  • Nomes em PT-BR. Hyrule virou “Irule” e Castle Town virou “Burgo” na localização brasileira. Prepare-se pra discussão no grupo.

A NPR jogou 90 minutos em Nova York e foi na mesma linha. A mudança visual é enorme, mas a mecânica foi mexida com cuidado: interface no estilo de Breath of the Wild, um diário de missões no menu de pausa chamado “Threads of Time” e, de novo, pulo e corrida. O texto lembra que o jogo chega duas semanas antes de GTA VI e meses antes do filme de Zelda, previsto pra abril.

O que a galera está achando

No X, a reação dominante é de alívio. O perfil francês astrogo360 repercutiu a prévia do Julien Chièze dizendo que o remake vai oferecer três opções de interface, o que agradou quem tinha medo de HUD poluído. O KabiPlays compartilhou a prévia da IGN, que chama o remake de reinterpretação pensada e não cópia exata, e a thread virou debate sobre até onde a Nintendo pode mexer sem estragar.

Aqui no Brasil, o Omelete soltou o “JOGAMOS” hoje falando em retorno impecável ao clássico. A desconfiança que sobra é mais sobre preço e sobre a localização dos nomes. Muita gente cresceu falando Hyrule e vai estranhar o “Irule” nas primeiras horas.

Vale reservar agora?

Depende de como você compra jogo. Se você é do digital, a reserva na eShop por R$ 329,90 garante o download antecipado e você joga à meia-noite do dia 5. Pré-venda digital não esgota, então não tem pressa: a vantagem real é só deixar o jogo baixado.

Se você prefere caixa, a Nintendo já garantiu mídia física na América Latina, e o preço do cartucho varia de loja pra loja. Compare antes de fechar e desconfie de anúncio com preço muito abaixo do resto em marketplace. Capa metalizada é só da primeira tiragem, então quem coleciona tem motivo pra reservar cedo.

Se você ainda não tem Switch 2, vale saber que a Nintendo lança um console comemorativo de 40 anos de Zelda em 29 de outubro, vendido sem o jogo. Antes de comprar o console só por causa de um remake, dá uma olhada no que mais está chegando, como Octopath Traveler I e II com HD-2D turbinado, e no que ainda é só rumor no Switch 2.

O que ainda não dá pra saber

As prévias cobriram as primeiras horas e o Templo da Floresta. Ninguém falou ainda do Templo da Água, que era o terror de muita gente no original e é o lugar onde mudanças de design mais vão aparecer. Também não temos dado de desempenho no modo portátil nem tamanho do download. A análise completa deve sair perto do lançamento.

Outra dúvida é o calendário. Ocarina chega em 5 de novembro e GTA 6 chega em 19 de novembro. Se você tem orçamento pra um jogo grande no mês, essa é a decisão que vai pesar.

Minha opinião

Eu estava com medo de um remake de vitrine, bonito no trailer e vazio na mão. As prévias apontam pra outro lado: pulo, corrida e atalhos são exatamente o tipo de mudança que corrige o que envelheceu sem trocar o jogo por outro. A Nintendo já tentou mexer em Zelda com outras mãos e cancelou o projeto da Ubisoft Milan, então dá pra imaginar o cuidado que teve com o próprio clássico. Se a dublagem PT-BR estiver no nível da tradução que a gente viu, quem nunca jogou finalmente tem uma porta de entrada decente pra série. Eu já deixei reservado. O “Irule” eu ainda estou digerindo.

Imagem: arte oficial de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para Switch 2, via Nintendo

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