PS6 vai ser caro: só RAM e SSD custam US$ 680
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PS6 vai ser caro: só RAM e SSD custam US$ 680

Segundo o insider KeplerL2, memória RAM e armazenamento do PlayStation 6 já custariam mais de US$ 680 por unidade por causa da corrida das IAs por chips. Analistas falam em console acima de US$ 1.000. É rumor, mas a conta faz sentido.

Se você está juntando dinheiro pro PlayStation 6, pode ser bom juntar mais. Um insider conhecido por acertar coisas da AMD diz que só a memória RAM e o armazenamento do PS6 já custariam mais de US$ 680 por console, antes de contar processador, placa, fonte, caixa e frete.

É rumor, a Sony não confirmou nada. Mas a conta conversa com tudo que aconteceu com o preço de hardware nos últimos meses, e foi isso que fez a história rodar o mundo entre sábado (17) e domingo (18).

O que o insider disse

A informação veio do KeplerL2, perfil que já antecipou dados de hardware da AMD no passado. Num post no fórum NeoGAF, ele escreveu que “RAM + NAND”, ou seja, memória e o chip de armazenamento do SSD, passam de US$ 680 por unidade do PS6. Ele acrescentou que esses componentes custavam bem menos quando a Sony fechou o projeto do console. A história foi publicada pelo VGC neste domingo.

O motivo é o mesmo que está encarecendo tudo que tem chip de memória: os data centers de IA estão comprando RAM e armazenamento em escala absurda, e quem faz console, celular e PC paga a conta. O VGC lembra que o PS5 já custa hoje mais de 50% acima do preço de lançamento nos EUA, US$ 200 a mais.

Então o PS6 vai custar mais de US$ 1.000?

Ninguém sabe, mas tem analista apostando que sim. Ao GamesIndustry.biz, citado pelo VGC, Joost van Dreunen, CEO da Aldora, disse que nesse ritmo a próxima geração pode nem sair antes de 2028, e que quando sair “US$ 1.000 é o piso”.

Manu Rosier, diretor da Newzoo, é um pouco menos pessimista. Ele lembra que o PS5 Pro já está em US$ 899 depois de dois aumentos em menos de um ano, então a distância até os US$ 1.000 é curta. Mesmo assim, acha que os modelos básicos da nova geração devem ficar abaixo de US$ 999 por razões psicológicas e de marketing. As versões premium seriam outra história, porque o custo dos componentes está fora do controle das fabricantes e não há sinal de que a demanda das IAs por memória vá esfriar.

A Microsoft já deu o recado do lado dela. A CEO do Xbox, Asha Sharma, disse que o custo de memória vai afetar o preço e a disponibilidade do Project Helix, o próximo console da marca, e a empresa já fala em procurar novos modelos de negócio pra cobrir custos.

O que a galera está dizendo

A reação foi parecida em todo canto: susto e conta de padaria. O perfil turco Tourens chegou a quase 50 mil visualizações com a leitura de que, como a Sony já disse que não pretende vender o PS6 com prejuízo, passar de US$ 1.000 parece inevitável. A revista alemã PC Games Hardware fez as contas do que esses US$ 680 significariam no preço final, e posts em inglês que viralizaram estimam o console total acima de US$ 1.300 quando se soma processador, placa, refrigeração e fonte. Esse último número é especulação em cima de especulação, e vale tratar assim.

Por que isso importa pra você

No Brasil, preço de console em dólar vira outra coisa depois de câmbio e imposto de importação. Se o PS6 sair lá fora na casa dos US$ 1.000, o preço aqui tende a ser bem mais salgado que o do PS5 no lançamento, e a gente já viu esse filme com o PS5 Pro.

Também tem o lado do calendário. Se o comentário da Aldora estiver certo e a geração escorregar pra 2028, o PS5 ainda tem bastante vida. A Sony vai continuar lançando jogo pra ele, e a fila de lançamentos grandes, com o GTA 6 chegando em 19 de novembro, não depende de console novo.

O que fazer agora

  • Não compre console por medo de aumento sem precisar dele. Se você já tem PS5, não há motivo pra correr. Se não tem e quer jogar o que está saindo, o PS5 atual continua sendo a porta de entrada mais barata do ecossistema, e dificilmente vai ficar mais barato com memória em alta.
  • Fuja de pré-venda de PS6 quando ela aparecer sem preço oficial. Loja anunciando “reserva” de console que nem foi apresentado está vendendo expectativa. O nosso texto sobre pré-venda de jogo vale em dobro pra hardware.
  • Valorize mídia física e jogo que você realmente possui. Console mais caro tende a vir acompanhado de pressão por assinatura e por biblioteca digital. A discussão do Power To The Players Act e a promessa da Nintendo de manter mídia física na América Latina mostram que isso pesa no bolso.
  • Espere o anúncio oficial. Custo de componente não é preço de venda. A Sony pode subsidiar, cortar armazenamento, lançar versão sem leitor de disco ou atrasar. Qualquer número antes do anúncio é chute.

Se você quer ver o que acontece dentro das fábricas que produzem esses chips, tem um jogo grátis no navegador que simula o plantão de um engenheiro.

Minha opinião

Eu levo o rumor a sério pelo motivo certo: ele não depende de vazamento mirabolante, só de olhar o preço da memória. Já vimos a RTX 5090 sumir das lojas, o PS5 Pro encarecer duas vezes e a Microsoft avisar que o Helix vai sentir o impacto. Seria estranho o PS6 escapar.

Além do número na etiqueta, me preocupa o efeito em quem joga. Console de US$ 1.000 muda quem consegue entrar na geração, e no Brasil isso empurra muita gente pro PC usado, pro console da geração anterior ou pro streaming. Se a próxima geração virar produto de nicho, a Sony vai ter que explicar muito bem o que ela entrega que o PS5 não entrega. Até lá, guardar dinheiro sem pressa é a jogada mais inteligente.

Imagem de capa: post de KeplerL2 no fórum NeoGAF. Captura: NeoGAF, 18/10/2026.

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